Acaba de chegar ao governo, mais um seguidor da ditadura da Venezuela. Laercio Portela foi nomeado interinamente, Ministro Chefe da Secretaria de Comunicação do Governo, em substituição a Paulo Pimenta. Em 2017, na campanha para a reeleição do ditador Hugo Chávez, ele foi o responsável pelo contato com jornalistas e pela estratégia de redes sociais. Lá como cá, os roteiros são bem parecidos. Em 2017, João Santana e sua mulher Mônica Moura trabalharam na campanha de Hugo Chávez, auxiliados por Laercio Portela, Franklin Martins e sua mulher, Mônica Monteiro. Presa pela Operação Lava Jato, a mulher de João Santana afirmou, em delação premiada, que Nicolás Maduro, que era chanceler de Hugo Chávez, fazia os pagamentos diretamente a ela porque a equipe indicada, Por Lula, tratava diretamente com o partido sem contrato formal. E aí, ela repassava todo o dinheiro à Mônica Moura, mulher de Franklin Martins. Foram 2 milhões, em dinheiro vivo.
Pra não variar nada, nada, Hugo Chávez foi reeleito e os milhões foram parar nos bolsos da tigrada. No final da história, os depoimentos do casal de marqueteiros não teve resultado nenhum. Em dezembro de 2023, Edson Facchin, do STF, anulou todas as condenações e estão todos por aí rindo na nossa cara. Como se vê, a troca de Paulo Pimenta por Laercio Portela não tem nada a ver com a competência e honestidade exigidas para a ocupação de cargos no governo. Como os personagens, o governo e a justiça por aqui são os mesmos a estratégia, se repetida, deve alcançar sucesso. Como sempre, aliás.
Vicente Lino.