No Brasil, menos da metade dos estudantes de 15 anos de idade consegue atingir um nível mínimo de aprendizado. No ranking que mede a qualidade da educação em 81 países, nossos estudantes ocupam o 53º lugar em Leitura, 61º em Ciências e 65º lugar em matemática. A reação para mudar a esse triste cenário, começou com a criação de escolas cívico-militares com o objetivo claro de melhorar a qualidade do ensino. O Estado do Paraná saiu na frente e tem registrado bons índices de educação e percepção de melhora dos alunos na sala de aula. Atualmente, o estado tem 312 escolas cívico-militares, todas ligadas ao programa estadual, e foram criadas 12 escolas, antes administradas pelo MEC. Dados do próprio MEC apontam que a violência física foi diminuída e 82%, a violência verbal em 75% e a violência patrimonial em 82%. Além do que, o modelo das escolas foi aprovado por 85% da comunidade. Lamentavelmente, dados tão formidáveis não foram suficientes para convencer algumas instituições.
Tanto é verdade, que o Tribunal de Justiça de São Paulo, acaba de suspender o Programa Escola Cívico-Militar no Estado, sob o argumento de que existem sérias dúvidas sobre sua constitucionalidade. A ação contra as escolas foi do Sindicato dos Professores da Rede Estadual de São Paulo, do PSOL e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Eles afirmam que esse modelo de escola não resolverá os imensos desafios da educação. Na cabeça deles, o estado São Paulo direciona sua atenção a um projeto que não tem qualquer fundamento para garantia na qualidade do ensino. Ações como essas contribuem para o atraso e impedem o acesso dos jovens uma formação cívica e moral, que valoriza o respeito, a disciplina, a hierarquia e o patriotismo. Além de um aprendizado qualificado para enfrentar os desafios profissionais.
Vicente Lino.