O governo trocou o seu Ministro Chefe da Secretaria de Comunicação. Na cabeça do novo marqueteiro, Sidonio Palmeira, a comunicação social não avança, porque a “mentira nos ambientes virtuais fomentada pela extrema-direita cria uma cortina de fumaça na vida real, manipula pessoas inocentes e ameaça a humanidade”. Entra ministro sai ministro e a culpa é da extrema direita. O novo Ministro marqueteiro talvez não saiba que o governo conseguiu transformar em lei apenas um quarto dos projetos que enviou ao Legislativo até agora. Desde janeiro, o Executivo apresentou 75 proposições, mas só 18 passaram. Não se pode dizer que essa incompetência toda é cortina de fumaça e, muito menos, que ameaça a humanidade. Quando a imprensa divulgou as iniciais das empresas vencedoras, da licitação de 197,7 milhões, antes da abertura dos envelopes, não era manipulação de pessoas inocentes, tanto que a licitação foi anulada.
Sidônio Palmeira afirmou que vai mostrar os feitos do governo, que a informação dos serviços não chega na ponta, e que a população não consegue ver o governo em suas virtudes. A gente também não sabe que feitos o Sidônio quer mostrar, no momento em que a desaprovação de Lula atingiu o nível mais alto de seu mandato agora em dezembro. O marqueteiro-Sidônio não vai conseguir esconder; os 6,2 milhões de casos de dengue nem a morte de 5.950 pessoas, as queimadas em 29,7 milhões de hectares, a fila de espera do INSS que já alcança 1,7 milhão de pessoas, muito menos a desvalorização de 20% do real, em relação ao dólar. A Secretaria de Comunicação, do Sidônio precisa nos explicar por que as empresas estatais federais, estaduais e municipais registraram déficit de R$ 9,76 bilhões. O maior saldo negativo do século 21 em menos de 2 anos. É melhor a gente prestar bem atenção, e evitar que Secretaria do Sidônio chame tudo isso de "mentira nos ambientes virtuais".
Vicente Lino.