Causa indignação e tristeza o comportamento da diplomacia brasileira de Lula, em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia, que já dura quase três anos. Lula continua escolhendo o lado errado da história, mesmo diante da chance de fazer algo de bom e se colocar diante do mundo como negociador imparcial. Em 2023, o Brasil já havia bloqueado um contrato bilionário para o fornecimento de ambulâncias blindadas à Ucrânia. Agora, a diplomacia de Lula consegue piorar, quando despreza o convite para mediar o retorno de crianças ucranianas sequestradas pelos Russos. Tropas russas já arrancaram dezenas de milhares de crianças de suas famílias, que são levadas à força para a Rússia, onde ganham novas identidades e são adotadas por famílias daquele país. É um crime de guerra. Tanto que países como a África do Sul, Catar e Vaticano, estão trabalhando como mediadores para conseguir o retorno dessas crianças para suas famílias.
A Ucrânia pediu ao Brasil para se juntar ao grupo, mas foi solenemente ignorada por Lula e sua execrável diplomacia. O silêncio diante de violações tão graves é uma péssima escolha ética para um para um país que se orgulha de sua trajetória em defesa de direitos humanos. A diplomacia brasileira tem a obrigação de se posicionar em defesa da devolução das crianças, especialmente quando há uma violação tão clara de direitos elementares, como o direito à convivência familiar e à proteção contra abusos. A tal neutralidade diplomática não deve ser aplicada quando estão em jogo direitos fundamentais e a proteção de vítimas, especialmente crianças. Além do que, o Brasil é membro de organizações internacionais que promovem a justiça e a dignidade humana. Em vez de se posicionar firmemente a favor das crianças, vergonhosamente o Brasil emitiu nota afirmando apenas que a população civil, incluindo mulheres, crianças e prisioneiros de guerra, deve ser protegida. Mais uma vergonhosa nota.
Vicente Lino.