Após fraudar as eleições para permanecer por mais 6 anos no poder, o ditador Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela está preparada para “pegar em armas”, juntamente com Cuba e Nicarágua, em prol da “paz” e da soberania do país. Não se sabe de que paz o ditador está falando, quando o mundo inteiro sabe que, por lá, o que mais falta é paz e segurança aos seus opositores. Não se pode falar em paz onde há repressão severa à oposição, além de censura e violação dos direitos humanos. Em regimes ditatoriais, a paz é imposta à custa da supressão violenta das liberdades e da dissidência interna. Um regime perverso que restringe os direitos básicos da população e se coloca como defensor da paz e da democracia, só pode ser visto como uma tentativa de legitimar ações internas de repressão sob uma fachada de moralidade. Nicolás Maduro finge não saber que a paz implica em respeito pelos direitos humanos, liberdade política e justiça social, valores que faltam à Venezuela, que ele hoje governa de forma ilegítima.
Como se sabe, suas práticas internas divergem substancialmente dos princípios que tradicionalmente definem um contexto pacífico e democrático. O ditador ainda teve coragem para afirmar que a população não quer intervenção militar, pelo contrário, os venezuelanos querem “democracia, liberdade, compreensão, harmonia, reconciliação e reunificação. Rigorosamente o que falta ao país vizinho. Relatório das Nações Unidas, aponta um aumento “profundamente preocupante” nas violações dos direitos humanos, onde pessoas são torturadas para que se incriminem por atos que constituem crimes graves. De acordo com o relatório, ocorrem múltiplas e crescentes violações e crimes cometidos pelo governo venezuelano, por meio de suas forças de segurança e grupos civis armados pró-governo antes, durante e depois das últimas eleições. Como todo ditador, Nicolás Maduro mente a seu povo e ao mundo.
Vicente Lino.