Em artigo para a Gazeta do Povo, Rodrigo Constantino defende a necessidade de um sério debate sobre as urnas eletrônicas, já para as próximas eleições. Infelizmente, questionar as sacrossantas urnas do STF, do ministro Barroso, acarreta perda de mandato e até cadeia. Passou da hora de se perguntar por que os países mais ricos e desenvolvidos do planeta evitam urnas como as brasileiras. O silêncio da imprensa e das autoridades não deveria ser aceito passivamente pelo eleitor que quer eleições transparentes e justas. Além do que, a maioria do povo brasileiro já aprovou o mecanismo de impressão do voto acoplado às urnas eletrônicas, por meio de votação legítima no Congresso Nacional, de acordo com Lei nº 12.034. Vale lembrar que, na época, este argumento não era considerado um ataque à democracia.
A vontade do povo foi ratificada com clareza, a ponto de a ex-presidente Dilma Roussef vetar o projeto e o Congresso soberanamente derrubar o veto. Mas, as votações no Congresso Nacional não bastaram, porque o STF declarou a lei inconstitucional e, a partir de então, virou pecado mortal questionar o sistema eleitoral no Brasil. Não se sabe por que uma proposta destinada a aprimorar as eleições passou a ser vista e vendida como uma ameaça às instituições. Não adianta considerar retrocesso o voto impresso, quando na maior democracia do mundo, os Estados Unidos, o voto é majoritariamente impresso, com contagem manual. Conforme Rodrigo Constantino; “o povo precisa voltar a ocupar as ruas para falar das urnas. Nas ruas cada cidadão é livre para se manifestar como quiser". Disse mais;
"Temos jornalistas censurados, presos políticos, perseguição implacável a conservadores, e reverter isso é a prioridade. Até porque não há garantias de uma eleição minimamente justa”. Bem; em 2022, o STF protegeu Lula, impediu jornais de lembrar dos elos entre o petista e ditadores comunistas e perseguia a Jovem Pan. Se nada mudar, em 2026 ouviremos o ministro Barroso repetir; "perdeu mané, não amola", "eleição não se ganha, se toma" e, principalmente, "derrotamos o bolsonarismo".
Vicente Lino.