O STF segue afirmando que tudo o que faz é em defesa de democracia, mesmo botando na cadeia, os que não concordam. Cá entre nós, democracia, é garantir a liberdade de expressão e o direito de discordar. A prisão ou repressão de pessoas com base apenas em suas opiniões vai contra os princípios democráticos de liberdade e igualdade. O mundo lá fora está percebendo tudo, principalmente depois da reação americana contrária às ações da justiça brasileira, em seu território. A revista britânica The Economist acaba de divulgar o Índice da Democracia que, se não preocupa o STF, preocupa a todos nós. Entre 167 nações avaliadas, o Brasil ficou em 57º lugar, atrás de países como Argentina e Hungria, enquanto que no levantamento de 2023, o Brasil estava em 51º no ranking.
Decisões do Supremo foram apontadas pela revista como um dos fatores para o rebaixamento da nota brasileira, além da crescente polarização política e o suposto golpe de Estado, que Lula e o STF continuam jurando que houve. O relatório considera que o supremo "ultrapassou os limites” quando suspendeu temporariamente a rede social X durante o período eleitoral. E afirmou que restringir o acesso a uma grande plataforma de mídia social dessa forma, por várias semanas, não tem precedentes entre países democráticos e que a censura de um grupo de usuários ultrapassou os limites do que pode ser considerado uma restrição razoável à liberdade de expressão, especialmente em meio a uma campanha eleitoral. Perdemos pontos nos quesitos; liberdades civis, funcionamento de governo, participação política e cultura política. Se nada for feito, seguiremos ladeira abaixo.
Vicente Lino.