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Coluna/Opinião

A  farra com o dinheiro dos nossos impostos não termina nunca.- Vicente Lino.

Data: Terça-feira, 04/03/2025 09:49

Recentemente a Assembleia do Ceará aprovou auxílio-saúde de R$ 5,2 todo mês para cada deputado. A medida é imoral, mas não é novidade.  A gente sabe que deputados pelo Brasil afora, recebem, além do salário mensal, auxílio-moradia, têm ressarcimento de despesas com saúde, inclusive para mulher e filhos e a cota parlamentar cobre passagens áreas, hospedagem, combustível e outras despesas, além de verba para contratação de pessoal. O descalabro tem como exemplo; o deputado do Distrito Federal ganha cerca de R$ 170 mil por mês, contando salário e demais benefícios. No Poder Judiciário não é diferente. Reportagem da Revista Exame, de 2023, já apontava contracheques de alguns juízes, com valores que variavam de 180.000 até 914 mil e por aí vai. A questão que pega é que tanto os salários, quanto os enormes e vantajosos penduricalhos são determinados por eles mesmos, por meio de portarias e outras costuradas pelas próprias instituições longe do escrutínio popular. Suas excelências criam as despesas, enchem os bolsos e nós pagamos a conta.

Ocorre que, o sistema político e as estruturas de poder funcionam para preservar esses benefícios exclusivos e nunca permitem mudanças que realmente atendam aos interesses do povo. O sistema político prioriza os benefícios de quem já está no poder, o que leva à perpetuação de privilégios e, por isso mesmo, tigrada não quer nem ouvir falar em reformas. Essa engrenagem, criada e mantida por espertalhões é desenhada para favorecer esses interesses, o que cria um ciclo vicioso sustentado por nossos impostos desde que o mundo é mundo. Dia desses, o Desembargador, Orlando Perri, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, com salário e penduricalhos que alcançam 78 mil todo mês, afirmou que leva uma vida de monge. Em momentos assim é melhor a gente se calar.

Vicente Lino.

 

 

 

 

A  farra com o dinheiro dos nossos impostos não termina nunca.- Vicente Lino.