Recentemente, o ministro Ricardo Lewandowski, tentando fazer um aceno ao presidente Lula, afirmou que a polícia brasileira realiza prisões equivocadas, e, por conta disso, o “Judiciário é obrigado a soltar” os presos. Corretamente, seis entidades policiais criticaram a desastrosa fala do ministro, incluindo a Federação Nacional das Entidades Militares Estaduais. Afirmam que; o Brasil tem um ministro da Justiça e Segurança Pública absolutamente alheio e desconhecedor da realidade institucional das forças policiais, desqualificado para o tema de segurança pública, totalmente indiferente às prioridades de enfrentamento à criminalidade e tragicamente incapaz de compreender a dinâmica do trabalho das instituições policiais brasileiras. As entidades têm razão. Ao culpar as policias, Lewandowski tenta desviar a atenção dos reais problemas da segurança pública no Brasil e escamotear sua péssima gestão.
A Proposta para segurança pública que ele tanto defende é rejeitada por ser redundante e ineficaz. Felizmente, as honradas forças policiais acabam de receber importante reforço. A desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, discorda “completamente” da ideia de que “a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar”. Para ela, a crise da segurança pública atingiu o pior nível das últimas três décadas e o principal responsável é o Estado, que não tem sido capaz de dar respostas efetivas. Disse também, que por trás do roubo do celular na Paulista, estão organizações criminosas estruturadas por trás do trabalho escravo, do tráfico de drogas e da prostituição. É lamentável constatar, mas as infelizes declarações do ministro ofendem a honra e a história das instituições policiais e de seus integrantes.
Vicente Lino.