Depois da passeata pedindo anistia para os brasileiros injustiçados pelo STF, Guilherme Boulos e sua trupe da esquerda decidiram remar no sentido contrário. O fiasco foi enorme. Enquanto por aqui a repressão persiste, o Brasil decente continua nas ruas buscando justiça. No exterior, o Deputado Eduardo Bolsonaro acena com a possibilidade de que autoridades brasileiras sejam punidas pela lei Magnitsky. É uma lei americana que pode ser aplicada, quando um indivíduo ou autoridade estiver diretamente envolvido em repressão à liberdade de expressão. Se essas ações forem consideradas graves, a lei poderia ser invocada, e isso incluiria o congelamento de ativos e a proibição para entrar nos Estados Unidos. Repressão à liberdade de expressão, é o que temos visto no Brasil e, sem reação eficaz no Congresso, a esperança talvez tenha de vir mesmo de fora.
É o que acabamos de ver. Essa semana o Departamento de Estado americano anunciou sanções contra seis autoridades de Hong Kong, pela repressão a ativistas pró-democracia. Os seis estão sendo severamente punidos. Lá, a China impôs ao território uma nova Lei, que serviu de base para prisões e condenações de dezenas de ativistas e mudanças eleitorais para que apenas políticos fiéis ao Partido Comunista Chinês concorressem e fossem eleitos. Por aqui caminhamos no mesmo sentido. Lá, o Departamento de Estado Americano afirmou que autoridades de Pequim e Hong Kong usaram as leis para intimidar, silenciar e assediar 19 ativistas pró-democracia que foram forçados a fugir para o exterior. No nosso caso, entre os brasileiros que fogem da repressão estão; a ex-juíza Ludmila Lins Grilo, os jornalistas Allan dos Santos, Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino e Oswaldo Eustáquio, o influenciador Monark e centenas de pessoas, perseguidas nos inquéritos dos atos de 8 de janeiro de 2023, sem direito ao devido processo legal. Vale comprovar as violações de maneira adequada e acusar formalmente para que sanções sejam impostas ás autoridades brasileiras culpadas pela repressão ás nossas liberdades.
Vicente Lino.