O noticiário recente informa que o BRB, um banco público do Distrito federal, informou interesse em comprar o Banco Master, um banco privado, e oferece 2 bilhões de reais por 58% do Banco sendo 49% em ações ordinárias com direito a voto. Só para lembrar; o Banco BTG Pactual, após analisar a situação do Master, ofereceu 1,00 real pelo Banco. Falta aprovação do Banco Central e do CADE e a gente ainda não sabe aonde essa coisa vai parar. O que se sabe, é que é estranho um banco público adquirir um banco privado. Se ocorrer a compra será a primeira vez nos últimos quarenta anos. O que sabemos que o Master é um banco desconhecido e seu controlador tem fortes ligações com o governo Lula e o STF. Em novembro de 2024, especialistas já apontavam que os riscos envolvidos, para quem aplicava em Certificados de Depósito do banco, superavam os benefícios especialmente para investidores com perfil mais conservador. Com a oferta de juros muito acima do mercado, os investidores compraram 50 bilhões em CDBs do banco. Até junho de 2025 vencem 7,7 bilhões e não se sabe se o banco terá recursos para pagar essa conta, se não for vendido para outra instituição financeira.
Agora, as coincidências conforme reportagem da Revista Oeste. Por coincidência, após 40 anos, um banco público quer comprar um banco privado. Por coincidência, o Banco Master possui 9 bilhões de créditos em precatórios do governo e, por coincidência, quando o ex-ministro Lewandowski trabalhava lá, governo propôs ação ao STF para antecipar os pagamentos e o STF imediatamente aprovou. Lewandowky virou Ministro da Justiça de Lula. Guido Mantega substituiu Lewandowski e levou o dono do Banco, Daniel Vorcaro, para encontrar Lula no Palácio do Planalto. Por coincidência, o Banco patrocinou evento, em Londres com a presença dos ministros Gilmar Mendes e Dias Tofolli. Também por coincidência, o Banco Master é representado pelo escritório Barci de Moraes, onde trabalham a mulher e dois filhos do Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Tudo coincidência. Cá entre nós. Se pela primeira vez em quarenta anos, um banco público comprar um banco privado em dificuldades financeiras terá sido apenas mais uma coincidência, claro.
Vicente Lino.