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Coluna/Opinião

A dona de casa inocente foi condenada. Os criminosos continuam soltos. - Vicente Lino.

Data: Segunda-feira, 28/04/2025 07:54

Na sexta-feira, dia 25, o Supremo formou maioria para condenar a pelo menos 11 anos de prisão a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou a estátua da Justiça com batom durante os atos de 8 de janeiro. Estamos testemunhando um sistema de justiça que abandonou a imparcialidade, enquanto os verdadeiros vândalos da República — de terno, gravata e contas no exterior — seguem soltos, alguns até premiados com cargos e honrarias. Para os acusados do 8 de janeiro, não houve individualização de conduta, julgamento justo nem o devido processo legal. Temos um tribunal julgando cidadãos comuns, como se fossem chefes de golpe, sem prova de liderança, sem violência, sem sequer estarem armados. Pessoas humildes, como vendedores ambulantes e idosos com Bíblia na mão, estão sendo tratadas como terroristas por ousarem discordar do sistema. Enquanto isso desfilam por aí, verdadeiros terroristas que, no passado, assaltaram bancos, sequestraram autoridades e mataram inocentes.

Em 1979, foram anistiados e por gigantesca hipocrisia ainda são indenizados sob alegação de que foram prejudicados pelo governo militar. Até agora, já gastamos com esses verdadeiros terroristas mais de 16 bilhões de reais, em valores corrigidos pela inflação. Alguns estão no PT, em seus apoiadores e na imprensa que torce contra a anistia.  Inocentes seguem presos pela covardia e o silêncio cúmplice do Presidente da Câmara Hugo Mota. Gente assim é incapaz de fazer florescer o debate democrático e a pacificação do país. A crueldade dos deputados contrários à anistia, a subserviência da imprensa e o medo de Hugo Mota, é o retrato de um país onde não há perdão e, muito menos justiça. As instituições falham de forma tão profunda e persistente que, sem reação, o Brasil decente deixará de existir.

Vicente Lino.

 

 

 

A dona de casa inocente foi condenada. Os criminosos continuam soltos. - Vicente Lino.