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Coluna/Opinião

   É irresponsabilidade manter os gastos elevados para turbinar a reeleição.- Vicente Lino.

Data: Quarta-feira, 07/05/2025 10:03

A julgar pelos resultados das contas públicas do governo é correto afirmar que, a partir de 2027, o governante de plantão vai conviver com uma situação beirando o desastre total na economia. Resumidamente, a coisa está assim. As projeções orçamentárias para 2026 são assustadoras, escancaram a gravidade da economia, mostram um futuro sombrio para 2027 e mais grave ainda, para 2028 e 2029. Só as dívidas judiciais que o governo é obrigado a pagar em precatórios, em 2027, somam 124,3 bilhões de reais, em 2028, 132 bilhões e em 2029, 144 bilhões de reais. Em resumo, a coisa é tão alarmante que as despesas discricionárias cairiam para 8,9 bilhões em 2029 inviabilizando o funcionamento da máquina pública. Anda assim, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, já admitiu que ajustes fiscais ou cortes de gastos no orçamento estão fora dos planos, pelo menos até a eleição. Como resultado, teremos uma armadilha fiscal montada para o próximo presidente desarmar e a gente não sabe a que preço.

A condução fiscal do governo atual, mostra um aumento descontrolado de gastos públicos, sem preocupação com os impactos de longo prazo nas contas. Escancara desequilíbrio fiscal, endividamento crescente e medidas de curto prazo que comprometem a sustentabilidade das finanças públicas. Além do que, são decisões que priorizam ganhos políticos imediatos em detrimento de uma política fiscal responsável, por interesses apenas ideológicos ou eleitorais. Toda essa incompetência cobrará seu preço num futuro muito próximo e a fatura da irresponsabilidade será paga pela população mais vulnerável. Poderemos ter serviços públicos colapsados, cortes abruptos e a paralisia da máquina estatal, exceto para os parasitas agarrados na máquina do governo, pagos com o dinheiro dos nossos impostos. Como sempre, aliás.

Vicente lino.

    É irresponsabilidade manter os gastos elevados para turbinar a reeleição.- Vicente Lino.