O artigo da Gazeta do Povo, do dia 10 de maio, reflete o triste posicionamento da política externa brasileira e mostra as relações do Brasil com países ditatoriais. Lula e sua comitiva partiram para um encontro na Rússia, enquanto países verdadeiramente democráticos nem enviaram representantes. O que se conclui, é que Lula escolheu estar ao lado de ditadores, e, nesse processo, arrasta perigosamente o Brasil para longe das democracias consolidadas, comprometendo sua imagem internacional e relativizando princípios que deveriam ser inegociáveis para qualquer nação que se diga livre. Ele chegou à Rússia participou de uma série de eventos com os ditadores de Cuba, Miguel Díaz-Canel; da Venezuela, Nicolás Maduro; e da China, Xi Jinping, e ainda assistiu à uma exibição as armas usadas na invasão da Ucrânia, determinada por Wladmir Putin. Vale lembrar as declarações e gestos diplomáticos do presidente Lula em relação a regimes autoritários.
São lamentáveis suas recorrentes atitudes e seus posicionamentos sobre Venezuela, Nicarágua, Cuba, Rússia. É uma posição tão errática, que, Lula adotou posição de neutralidade em relação à invasão da Rússia contra a Ucrânia, manchando a reputação internacional do Brasil como uma democracia comprometida com os direitos humanos e o Estado de Direito. Arrastar o Brasil para o lado de ditaduras foi, também, a comparação que Lula fez, das ações de Israel em Gaza com o terrível holocausto que ceifou a vida de 6 milhões de judeus. Outro desastre diplomático, foi o envio do vice-presidente Geraldo Alckmin para uma reunião em Teerã, onde havia presença de grupos ligados ao Hamas, pouco depois dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra civis israelenses. O abraço de Lula com regimes autoritários afeta negativamente a imagem do Brasil no cenário internacional.
Vicente Lino.