O governo brasileiro acaba de afirmar que o bombardeio dos EUA contra usinas nucleares do Irã foi uma violação da soberania daquele país. O que reforça o recorrente apoio de Lula com ditaduras e regimes autoritários mundo afora. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e Trump defendem a “paz através da força”, pois “primeiro vem a força, depois vem a paz. Lula e sua diplomacia cometem mais um erro grave, seja por ignorância histórica ou por um alinhamento ideológico inadequado. Não sabemos porque, mas essa gente está sempre ao lado de agressores e não, de países agredidos. A gente lembra que Lula não se pronunciou a favor da Ucrânia invadida pela Rússia ou a favor de Israel atacado pelo Hamas e financiado pelo irã. Do lado de cá, já não há confiança no governo em sua capacidade de intermediar, muito menos liderar temas tão sensíveis como este. Tanto é verdade que, as pesquisas de opinião já indicaram que a maioria dos brasileiros discorda da posição do Brasil em relação à Israel.
Por ignorância, Lula não sabe que no mundo da diplomacia, as palavras carregam um peso imenso. E que suas declarações são analisadas por governos, pela imprensa e pela opinião pública em todo o mundo livre. O resultado disto tudo é um distanciamento de valores democráticos e um alinhamento com tiranias sanguinárias e hostis a Israel e a seus aliados. Ele finge não saber que o Irã só permite a atuação de políticos subservientes ao regime e cala as vozes dissonantes, por meio de execuções, prisões e do exílio. Neste sentido, é melhor ouvir o senador Carlos Viana, quando ele afirma que o Brasil precisa retomar sua diplomacia equilibrada. E que Defender Israel é defender a democracia, os direitos humanos e a paz. Concordamos todos. Exceto Lula, claro.
Vicente Lino.