A gente já sabe que o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos pediu demissão. Para ocupar o cargo ele tinha prometido afastar completamente a empresa do processo de privatização. Fabiano Silva, é um dos coordenadores do Grupo Prerrogativas, aquele grupo que se notabilizou por sua oposição à Operação Lava Jato e à prisão de Lula. Todo mundo sabe porque o PT e seus apaniguados têm horror às privatizações. Afinal, essas empresas foram e continuam sendo alvo de escândalos de corrupção e acúmulo de prejuízos. Por lá, o que se enxerga é má gestão, aparelhamento político e desvio de recursos. O problema dos Correios é coisa velha. Já em abril de 2005, Mauricio Marinho, foi gravado recebendo R$ 3 mil em dinheiro e botou a culpa no Deputado Roberto Jefferson. Daí, tivemos a CPI dos Correios, que revelou um rumoroso caso de desvios de recursos públicos do país.
De lá para cá a coisa só piorou e agora a estatal fechou 2024 com um prejuízo de R$ 2,6 bilhões. Nunca será novidade falar em prejuízo nas empresas estatais. Afinal, elas registraram déficit primário de R$ 8,073 bilhões, em 2024, o pior resultado desde o início da série histórica. Nunca saberemos aonde vai parar tanto dinheiro, mas os pobres funcionários é que vão pagar o pato. Os Correios anunciaram medidas para reduzir R$ 1,5 bilhão em despesas ainda em 2025 e criaram um Programa de Desligamento Voluntário, além da suspensão temporária de férias. Quer também, diminuir a jornada de trabalho diante da redução proporcional de salário dos funcionários. Enquanto isso, Fabiano Silva aumentou seu salário de R$ 46.727,77 para R$ 53.286,39 desde que assumiu o cargo em 2023. Competente apenas em benefício próprio, o Presidente dos Correios, segue o péssimo o exemplo de outras instituições de governo.
Vicente Lino.
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