Em fevereiro de 2024, durante uma viagem à Etiópia, Lula afirmou; “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus". O governo de Israel classificou as palavras de Lula como vergonhosas e graves, a oposição apresentou moções de repúdio e entidades judaicas condenaram a comparação. Na ocasião, as pesquisas de opinião já indicavam que a maioria dos brasileiros, também, discordava da fala do presidente. Contrastando com o reprovável comportamento de Lula, no mês passado o Congresso promulgou a lei que instituiu o Dia da Amizade Brasil-Israel. Agora todo dia 12 de abril, a data será celebrada como prova de reconhecimento do povo brasileiro, sobre a importância de Israel para o Brasil e para todo o mundo livre. A data escolhida faz referência ao decreto que criou a primeira representação diplomática brasileira em território israelense, em 1951. Lula, ainda criança ainda não atacava povo judeu.
A aprovação do Dia da Amizade Brasil-Israel no Congresso significa um contraponto positivo às declarações do presidente Lula, especialmente considerando sua inaceitável comparação com o Holocausto. Demonstra também, que o povo brasileiro, por meio de seus representantes tem uma postura diferente da posição do presidente. Um dia específico para celebrar a amizade entre as duas nações deve ser interpretado, como um gesto de boa vontade e um sinal de que há setores da sociedade brasileira que buscam fortalecer os laços com Israel, independentemente das declarações do Poder Executivo. Ainda bem que o Poder Legislativo buscou reafirmar os laços históricos, culturais e econômicos entre os dois países. E confirmar o desejo sincero de cultivar amizades que contribuam para um mundo mais justo, mais sólido, mais fraterno e, principalmente mais solidário. Apesar de Lula, claro.
Vicente Lino.