O Brasil fechou o ano de 2024 como o segundo maior comprador de diesel russo do mundo. Foram sete milhões de toneladas e 38 bilhões de reais injetados na economia russa. Isso ocorre mesmo após a Rússia ter sofrido sanções econômicas severas por parte de nações ocidentais devido à invasão da Ucrânia. Nessa toada, o Brasil se tornou um dos maiores apoiadores da estratégia da Rússia para burlar sanções econômicas impostas pelo Ocidente. Os EUA e diversos países da Europa apontam que a venda de petróleo vem sendo usada por Moscou para financiar a invasão à Ucrânia, que já deixou ao menos 250 mil mortos. E o mundo livre entende que, ao importar da Rússia, o Brasil estaria ajudando aquele país em sua guerra contra a Ucrânia. Agora o risco é ainda maior de que sanções secundárias por parte dos EUA e da OTAN, sejam aplicadas sobre os países que continuam a negociar com Moscou.
Brasil, China e Índia agora estão no radar dos organismos internacionais e podem sofrer sanções de 100% sobre suas exportações. Depois disto tudo, adianta pouco a gritaria de Lula, para sua plateia amestrada, seus apoiadores no Congresso e a imprensa que o protege. O que claramente se vê, é o desalinhamento do Brasil com os esforços do ocidente para isolar a Rússia, que invadiu a Ucrânia e segue matando inocentes. Enquanto um grupo de países, coordenado pelo G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido) e pela União Europeia, se uniram para impor sanções econômicas à Rússia e pôr um fim na guerra, Moscou tem sobrevivido através de alianças comerciais e políticas com nações aliadas. Infelizmente o Brasil é um desses países. Tanto que já recebeu duas vezes pessoalmente o chanceler russo Sergei Lavrov e se recusa a receber o presidente ucraniano ou seus diplomatas no Brasil. De novo, Lula coloca o Brasil no lado errado da história.
Vicente Lino.