O presidente Lula juntou-se a Gabriel Boric, presidente do Chile, Gustavo Petro, da Colômbia, Amando Orsi, do Uruguai e Pedro Sanchez, da Espanha, em um encontro batizado de Democracia Sempre. Como se sabe, Luiz Inácio Lula, Gabriel Boric e Gustavo Petro pertencem a partidos membros do Foro de São Paulo; uma organização de esquerda da América Latina e do Caribe. Sabe-se também, que esse Foro opera um "projeto de poder" para consolidar a esquerda em toda a América Latina, com agenda e objetivo para minar a soberania individual e a liberdade. Estão no Foro gente como; Luís Arce, da Bolívia, Miguel Díaz-Canel de Cuba, Daniel Ortega, da Nicarágua e Nicolás Maduro, da Venezuela e a gente não sabe por onde passa a democracia nestes países. Como nunca se cansa de nos envergonhar, Lula teve coragem de afirmar que a “democracia liberal” não foi capaz de responder às demandas da sociedade e pediu um novo modelo para garantir a defesa dos sistemas democráticos.
Depois afirmou, que a extrema direita tem crescido no mundo e ameaçado os sistemas de governo. Disse também, que em um novo modelo de desenvolvimento, a democracia estará ameaçada por quem coloca seus interesses acima dos direitos. E repetiu a ladainha; a liberdade de expressão não pode ser confundida com autorização para incitar a violência, difundir o ódio e atacar o Estado democrático de Direito. Lula fala em democracia lá fora. Por aqui, não vê censura prévia, restrições à liberdade de expressão nem bloqueios em redes sociais. Não enxerga um Poder extrapolar suas atribuições e interferir em outro Poder. Muito menos enxerga as graves violações de direitos humanos, que já ocasionaram até a morte de um pai de família em prisão do Estado.
Vicente Lino.