A gente sabe que, 8 dos onze ministros, do STF foram sancionados pelo governo dos EUA, com a revogação dos vistos de entrada naquele país. Sabemos também, que sete partidos de esquerda divulgaram um manifesto em defesa do Supremo Tribunal Federal e a lista não poderia ser diferente. PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PV e Cidadania, afirmaram; “Manifestamos irrestrita solidariedade aos ministros do STF, ao mesmo tempo em que reafirmamos a defesa irrenunciável da soberania nacional e das nossas instituições”. Talvez o grupo não queira compreender que, tanto dentro quanto fora do Brasil, é clara a percepção sobre a nossa instabilidade institucional. Mais clara ainda, é a nossa fragilização democrática, levada a efeito por conta das ações do STF. São esses fatores que influenciam a imagem do Brasil no cenário internacional e é a desordem jurídica a principal causadora das sanções. O manifesto, dos apoiadores do STF, dá a entender que eles estão de acordo com a falta de respeito aos direitos humanos e a inobservância do devido processo legal, reiteradamente demonstradas nestes tristes tempos.
Ainda que a política e a economia estejam intrinsecamente ligadas, as questões políticas, criadas pelas ações do Supremo, criam um ambiente de risco para investidores e parceiros comerciais, e são esses os motores que levam ao absurdo tarifaço e à danação da economia brasileira. A raiz do problema é política e os manifestos esquerdistas não ajudam. A resolução dos impasses políticos é a estratégia mais eficaz para remover os obstáculos comerciais e tarifários, na medida em que as tarifas são usadas como a defesa de valores democráticos e o respeito aos direitos humanos. São esses, os valores que deveriam ser defendidos pelos assinantes do manifesto. Desses valores suas excelências querem distância.
Vicente Lino