Recentemente, tivemos empurrões, agressão física e ocupação de mesas no Congresso, que expõem a qualidade de nossas autoridades. A oposição segue trabalhando para que os projetos da anistia e do impeachment de ministros, sejam levados ao plenário para votação. Senadores favoráveis ao impeachment entendem que novas revelações sobre condutas reprováveis do ministro e uma articulação mais coesa entre forças de centro e direita, sejam capazes de obrigar os Presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, a prestar algum serviço ao país. Sem contar a insatisfação popular, que se manifesta nas ruas. A gente ainda não sabe o que passa na cabeça deles e dos parlamentares contrários aos processos, mas todos deveriam ter a consciência de que o processo de impeachment, em sua essência, é um mecanismo constitucional que visa responsabilizar autoridades por crimes de responsabilidade. E que, o que a sociedade espera, é que o julgamento mande uma mensagem bem clara de que ninguém, nem mesmo a autoridade máxima do país, está acima da lei.
Os processos de impeachment e da anistia, estão presentes na Constituição e nas leis. Buscam reforçar o Estado de Direito, que é o princípio fundamental de que todos, estão sujeitos à lei. Negar ou se omitir diante dessas atribuições legislativas é mostrar conivência com o absurdo, a arbitrariedade e a negação da lei. É coisa tão absurda, que o Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que não pautará o impeachment de Moraes nem se todos os 81 senadores, incluindo ele próprio, assinarem o requerimento. Não se sabe, aonde uma instituição foi parar, quando seu Presidente tem coragem para afirmar que as assinaturas de todos, inclusive a dele, não valem absolutamente nada. O Brasil que trabalha merece coisa melhor. Merece representantes bem melhores.
Vicente Lino.