O governo anunciou um pacote bilionário de medidas emergenciais, para ajudar as empresas afetadas pelas tarifas dos EUA. Pena, mas a coisa demorou tanto que várias empresas já começaram a cortar postos de trabalho e estão transferindo a produção para o exterior. O governo fala em crédito subsidiado para proteger os empregos e acena, também com a postergação no pagamento de tributos federais para proporcionar algum fôlego financeiro ás empresas. Outra medida seria usar o poder de compra estatal para absorver parte da produção que não conseguir exportar por conta da tarifa de 50%. Como se sabe, as sanções comerciais foram impostas a diversos países e blocos comerciais, que imediatamente iniciaram negociações para reverter ou mitigar os impactos. Com o Japão as tarifas que seriam de 25% foram reduzidas para 15%, a China conseguiu uma "trégua tarifária", de 90 dias e os dois países estão em negociações para reduzir as tarifas reciprocamente.
O Reino Unido alcançou um acordo para reduzir as tarifas de importação americanas para os setores automotivo e aeroespacial. O Vietnã concedeu acesso total aos seus mercados e obteve uma redução significativa nas tarifas. Enquanto isto, o Brasil, com uma tarifa de 50%, ainda enfrenta dificuldades para encontrar um canal oficial para negociar. A Questão é que as sanções dos EUA, fazem parte de uma estratégia coordenada para pressionar o governo brasileiro e o Judiciário a mudar de postura em relação em relação às violações dos direitos humanos cometidas por aqui. O governo que critica a taxação é o mesmo que não consegue negociar e segue ignorando nossos direitos. Ao ignorar liberdades empurra o país para o abismo.
Vicente Lino.