Concordamos com as críticas das empresas brasileiras sobre as tarifas impostas pelo governo americano. O prejuízo será enorme e algumas empresas podem não suportar a absurda taxação de 50%. Entretanto, talvez seja o momento para o governo examinar, o enorme custo que ele também, impõe ao setor produtivo. A histórica teimosia do governo para cortar os seus gastos, tem promovido uma debandada de empresas para outros países, e o Paraguai é um exemplo; de 2015 a 2025, nada menos que 200 empresas brasileiras migraram para o Paraguai, principalmente por conta da significativa diferença na carga tributária e nos custos de produção. No Brasil o sistema tributário é complexo e oneroso, enquanto o Paraguai se destaca por uma estrutura mais simples e impostos consideravelmente mais baixos. Por aqui, o imposto de renda e a contribuição sobre o lucro líquido somam até 34% para algumas empresas, enquanto no Paraguai o Imposto de Renda é de 10%. O Brasil possui alta carga de impostos sobre o consumo, que chegam a mais de 25% do valor dos produtos, dependendo do setor e do estado.
No Paraguai, o IVA - Imposto sobre Valor Agregado tem uma alíquota geral de 10%. Os encargos sobre a folha de pagamento no Brasil são muito altos, o que eleva o custo da mão de obra. Mais: Empresas que produzem no Paraguai e exportam sua produção, sofrem uma tributação única de 1% sobre o valor agregado ao produto, além da suspensão de impostos de importação sobre insumos e isenção de IVA em compras locais. Resumo: A carga tributária de apenas 1% sobre o valor agregado, resulta em uma redução drástica de custos e um aumento de competitividade. Agora, o governo fala em auxílio emergencial, para ajudar as empresas afetadas pelas tarifas de 50%, dos Estados Unidos. Antes, deveria cobrar 6,8 bilhões em multas da Odebrecht, 1,49 bilhões, da Andrade Gutierrez, 10,3 bilhões da JBS, além dos 6,3 bilhões das fraudes no INSS dos velhinhos. Se o ministro Dias Toffoli deixar, claro.
Vicente Lino.