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Coluna/Opinião

 Brasil só fala em tarifas, enquanto os Estados Unidos cobram direitos humanos.- Vicente Lino.

Data: Terça-feira, 26/08/2025 08:59

Lula, seus apoiadores na imprensa continuam batendo cabeça sobre o tarifaço de Trump, porque fazem questão de ignorar o Relatório do Departamento de Estado Americano sobre o Brasil. Lá, as questões como liberdade e respeito aos direitos humanos são inegociáveis. Sem uma única palavra sobre essas questões, Lula afirmou que os EUA precisam aprender que democracia, respeito comercial e multilateralismo valem para nós e devem valer para eles. Como se sabe, o setor siderúrgico será fortemente atingido, os Estados Unidos são um dos principais compradores do aço brasileiro, a exportação do petróleo será muito prejudicada e a Embraer pode perder um grande destino para suas exportações. Aí, Lula vem com a conversa, de que a disputa comercial com os Estados Unidos não é apenas um embate econômico, mas um debate público com teor ideológico. E desandou de vez.

Afirmou que se Donald Trump conhecesse a verdadeira história, estaria dando parabéns à Suprema Corte brasileira por estar ajudando a democracia. Não é o que pensam os EUA. Tanto, que o seu Departamento de Estado aponta: “questões significativas de direitos humanos incluíram relatos críveis de: assassinatos arbitrários ou ilegais; tortura ou tratamento ou punição cruel, desumano ou degradante; prisão ou detenção arbitrária; e restrições graves à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, incluindo violência ou ameaças de violência contra jornalistas”. Por aqui, ninguém decidiu contestar esse relatório. Para concluir, o vice-secretário do Departamento de Estado, Christopher Landau, afirmou que Alexandre de Moraes é o responsável por destruir a relação histórica de proximidade entre Brasil e Estados Unidos. Como se vê, as tarifas são negociáveis. Os direitos humanos não!

Vicente Lino.

 Brasil só fala em tarifas, enquanto os Estados Unidos cobram direitos humanos.- Vicente Lino.