Talvez seja perda de tempo tentar entender em que mundo vive o ministro, Luiz Roberto Barroso. Na semana passada, ele esteve em Cuiabá para compromissos oficiais e não perdeu a oportunidade para contar estórias que não correspondem à verdade dos fatos. Afirmou, que no Brasil não há uma ditadura do judiciário e quem afirma isso nunca viveu uma ditadura. Depois afirmou que, ditaduras são regimes políticos com falta de liberdade, mas não explicou porque Felipe Martins, continua preso depois de provar que não viajou para os Estados Unidos, ou Daniel Silveira, preso em flagrante desrespeito ao Artigo 53 da Constituição. O ministro foi em frente, e afirmou que somente em ditaduras há censura. É verdade. Tanto que, a Revista Crusoé foi censurada, quando o ministro Dias Toffoli, foi corretamente chamado de amigo do amigo do meu pai, no caso da notória empreiteira Odebrecht. Sua excelência também afirmou que, nas ditaduras as pessoas são aposentadas compulsoriamente.
São mesmo. A juíza Ludmila Lins Grilo, foi aposentada compulsoriamente, por perseguição política, e hoje vive nos Estados Unidos. Depois, Barroso afirmou que em ditaduras há tortura. Ele sabe, que a tortura se manifesta, quando as pessoas presas do 8 de janeiro sofrem privação do tratamento médico e são mantidas em condições prisionais insalubres. Como ele falou que nas ditaduras, as pessoas vão para o exilio e que nada disso acontece no Brasil, precisamos lembra-lo, dos exilados, Allan dos Santos, Rodrigo Constantino e Oswaldo Eustáquio, além de 181 brasileiros asilados na Argentina, para escapar de perseguição política. Sua excelência afirmou que nada disso acontece no Brasil. Coisas assim, de fato, não ocorrem em verdadeiras democracias. Barroso poderia comprovar isso, na democracia dos EUA. Se tiver o passaporte liberado, claro.
Vicente Lino.