Daqui a pouco a gente vai saber se o acerto do Partido Progressista com o União Brasil, vai defender a vontade do eleitor, ou será apenas o ajuntamento de gente reunida para defender, ainda com mais desfaçatez, os seus próprios interesses. Os dois partidos oficializaram a federação, que terá a maior bancada do Congresso com 109 deputados federais e 15 senadores. O Presidente do Senado, Davi Alcolumbre fez um discurso desanimador, para quem gostaria de ver alguma mudança do desastroso cenário político e, principalmente no desastre jurídico que o país atravessa. É aquela conversa, onde afloram superficialidades e deixam de fora o essencial. Ele afirmou que a criação dessa federação: “Não é um movimento de oposição ou de situação. E que esse movimento precisa ser de política com P maiúsculo, com olhar voltado para o futuro do Brasil”. Não traduziu a fala, ao mesmo tempo em que se recusa a largar a mão de Lula. O partido dele, está no governo, com os ministérios do Turismo, das Comunicações e da integração Nacional, o PP tem Ministério dos Esportes e ninguém quer largar o osso.
Alcolumbre tenta nos convencer, de que política com P maiúsculo é se ajoelhar para o Supremo e recusar pedidos de impeachment de ministros. Ele afirmou; "a gente tem que compreender que a política foi feita para resolver os problemas, não para criar problemas". E não contou um único problema resolvido. Um só! Depois, continuou com a conversa que não diz absolutamente nada. Segundo ele; “Ninguém está pedindo para desviar de suas convicções nem um milímetro, mas que a gente possa ter serenidade, maturidade, equilíbrio institucional e partidário para atravessarmos talvez o momento mais delicado da história do Brasil”. O equilibrio e a serenidade deveriam guiá-los aos brasileiros inocentes presos, julgamentos sumários e brasileiros exilados sofrendo no exterior, por conta de perseguição política. Davi Alcolumbre se elegeu com 196 mil votos, mas infelizmente opera para empurrar mais de 200 milhões de brasileiros para o precipício.
Vicente Lino.