A pressão dos deputados de oposição pela votação do Projeto de Anistia, acaba de ganhar reforço com as denúncias do ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, à Comissão de Segurança Pública do Senado. Ele entregou documentos e conversas que mostram conluio entre Moraes e o PGR Paulo Gonet. Em seu depoimento, Tagliaferro afirma que os dois teriam combinado lista de alvos, produção de relatórios retroativos e direcionamento político em investigações voltadas à direita. No Congresso, a repercussão foi imediata. Parlamentares como Luciano Zucco, Caroline de Toni, Marcel van Hattem e outros passaram a falar em golpe judicial, fraude democrática e “judiciário de fachada”. Vale comemorar o fato. A oposição trabalha para; o impeachment de Paulo Gonet e Alexandre de Moraes e habeas corpus para Bolsonaro. Além disso, vai enviar relatórios aos organismos internacionais, solicitar perícias técnicas nos documentos e requerer proteção para o ex-assessor de Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro.
A gente ainda não sabe no que vai dar, mas o Brasil decente, os presos injustiçados do 8 de janeiro, os exilados sofrendo em outros países com passaportes retidos e contas bloqueadas, talvez estejam ganhando mais um sopro de esperança. Parlamentares precisam aumentar a pressão sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sempre contrário à anistia, apesar do sofrimento das famílias, A gente pode ajudar, no dia 7 de setembro protestando nas ruas. A pressão popular é uma ferramenta poderosa na democracia, e pode influenciar a atuação de Hugo Motta na Câmara. Ele é obrigado a atender o eleitor ou, nas próximas eleições, será apeado do poder.
Vicente Lino.