O jornalista e escritor, Luciano Trigo, produziu excelente artigo para a Gazeta do Povo, onde a clareza do texto se alia à coragem, à correção e à honestidade sobre a farsa, transformada em julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Luciano deixa claro, logo na introdução que a condenação de Bolsonaro não pacifica nem fortalece a democracia; aprofunda divisões, gera desconfiança e fragiliza ainda mais o país. De fato, não é possível pacificar um país, quando o seu poder judiciário se ocupa em perseguir vozes dissidentes sob o falso argumento de defesa da democracia. Luciano Trigo adverte que, a condenação e a prisão de Jair Bolsonaro não resolverão nenhum problema do nosso país. Ao contrário, aprofundarão ainda mais o abismo no qual o Brasil vem despencando, dia após dia. Longe de encerrar um ciclo, abrirão feridas ainda mais difíceis de cicatrizar. Verdade; foram feridas abertas com a prisão de brasileiros, sem o devido processo, sem o foro adequado e sem o direito a advogados.
Não se sabe, também como cicatrizar feridas abertas com a morte de um brasileiro na prisão do Estado. Luciano traça o panorama do que virá, depois de tanta injustiça. Segundo ele; o que resta é um país incapaz de se reconciliar consigo mesmo, prisioneiro de um ciclo infinito de frustração e ressentimento. É mesmo impossível a reconciliação, quando os detentores do poder negam a anistia aos injustiçados. A frustação se mostra quando a imprensa estatizada apoia essa excrescência fingindo esquecer que, no passado, a anistia pacificou a nação. Concordamos com o escritor, quando ele afirma que; ao abraçarem uma agenda de ódio e perseguição ao ex-presidente, o STF e a grande mídia criaram um monstro maior que as alegadas ameaças à democracia que afirmam combater: um Brasil dominado pela melancolia e pela exaustão. Srs., Somente justiça traz a reconciliação.
Vicente Lino.