Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!

Coluna/Opinião

Os ciclos do atraso estão na cabeça do ministro Luiz Barroso.- Vicente Lino.

Data: Quinta-feira, 18/09/2025 13:12

Após o julgamento de Jair Bolsonaro, o ministro Luís Roberto Barroso teve coragem para afirmar que o Brasil estaria "encerrando os ciclos do atraso na história brasileira, marcados pelo golpismo e pela quebra da legalidade constitucional". Ele também destacou a transparência e a legalidade do processo, afirmando que o julgamento foi público e baseado em "provas as mais diversas, vídeos, textos, mensagens e confissões". A visão de Barroso contrasta com a de outros juristas, como o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello.  Ele elogiou a atuação do ministro Luiz Fux, ressaltando a proficiência e o cuidado de seu voto. Chegou a afirmar que, se ainda estivesse no STF, votaria com ele. Além do que, discordou dos votos da maioria por acreditar que o Supremo não tem competência para julgar processos criminais envolvendo cidadãos comuns ou ex-presidentes.

A legalidade do processo é questionada por conta de erros formais.  Como se sabe, o ministro Fux, pediu a anulação de todo o processo por entender que os réus foram julgados em foro inapropriado e tiveram a defesa cerceada. Para juristas como Marco Aurélio Mello e Ives Gandra Martins, bem como para o Brasil decente, o verdadeiro "fim dos ciclos do atraso" seria a restauração da institucionalidade, com igualdade e a harmonia entre os três poderes. Seria também, impedir o avanço do STF sobre os outros poderes, prisões arbitrárias, derrubadas de perfis em redes sociais e penas absurdas, como a de uma dona de casa por ter escrito "perdeu mané". Aliás, a mesma que Barroso usou para desrespeitar o Brasil inteiro.

Vicente Lino.

 

 

Os ciclos do atraso estão na cabeça do ministro Luiz Barroso.- Vicente Lino.