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Coluna/Opinião

A  Festa para Luiz Roberto Barroso e a injustiça para inocentes. - Vicente Lino

Data: Quarta-feira, 01/10/2025 09:30

No julgamento no STF sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, o ministro Luiz Fux expôs um voto que se distingue pela defesa intransigente do devido processo legal.  Ele lembrou que o julgador deve ter "humildade para absolver o réu quando houver dúvida". O STF não ouviu e condenou inocentes.

No jantar, oferecido a Luiz Barroso Barroso, a Associação dos Magistrados Brasileiros bateu o ponto e elogiou as ações do ministro que deixava a presidência do Supremo. No julgamento, Luiz Fux lembrou que o Supremo Tribunal Federal não tinha competência para conduzir o processo, já que os denunciados não detinham mais prerrogativa de foro, e concluiu pela nulidade de todos os atos decisórios praticados. O Supremo não ouviu e condenou inocentes.

No jantar oferecido ao ministro, Luiz Roberto Barroso, estava também, a Associação dos Juízes Federais do Brasil, dando mostras de seu apoio incondicional ao ministro. No julgamento, Luiz Fux lembrou que, ao rebaixar a competência originária do Plenário para uma das duas Turmas, o Supremo estaria silenciando as vozes de ministros que poderiam exteriorizar sua forma de pensar sobre os fatos a serem julgados naquela ação penal. O STF não ouviu e condenou inocentes.

No jantar acompanhado de música, à Beira do Lago Paranoá, o Conselho de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, marcou presença reforçando a união em favor da justiça.  No julgamento, Luiz Fux rejeitou a acusação de organização criminosa, afastou o agravante do uso de armas de fogo e descartou a responsabilidade dos réus pelos danos de 8 de janeiro. O STF, presidido por Barroso, não ouviu e condenou inocentes.

Na festa em sua homenagem, Barroso disse que foi uma honra presidir o Judiciário pelos últimos dois anos. Os inocentes presos não compareceram. Aliás, nem foram convidados.

Vicente Lino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A  Festa para Luiz Roberto Barroso e a injustiça para inocentes. - Vicente Lino