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Coluna/Opinião

Em afronta à decência, um partido político brasileiro celebra o terror. -  Vicente Lino.

Data: Segunda-feira, 06/10/2025 10:58

O mundo já sabe que o ataque do Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, resultou na morte de pelo menos 260 pessoas no momento da barbárie. Não se sabe total de vítimas desse macabro ataque, que inclui três brasileiros. Os terroristas invadiram a área, atiraram indiscriminadamente contra a multidão e lançaram granadas nos bunkers onde pessoas se escondiam, matando a maioria. Os que tentaram se proteger em banheiros químicos foram fuzilados. Cerca de 251 pessoas foram sequestradas e mortas. Pelo menos 48 ainda não foram devolvidas.

O que o Brasil decente e o mundo não sabiam é que o Partido da Causa Operária reservou as dependências da Associação dos Professores de São Paulo para celebrar amanhã, 7 de outubro, os dois anos dessa tragédia. O partido não apenas apoia o Hamas, como convoca atos públicos e manifestações de rua em defesa do grupo. Essa afronta à civilidade e à memória das vítimas é inaceitável.

O Brasil decente prefere, de fato, comemorar o magro desempenho eleitoral do PCO, que não tem nenhum representante eleito nos legislativos federais e estaduais em todo o país. O desprezo das urnas por essa ideologia extremista é um alívio, mas não basta para frear a apologia ao terror. Entretanto, ainda há alguma esperança. O Deputado Tenente Coimbra (PL-SP) acionou o Ministério Público (MP) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para impedir o ato e desarticular a manifestação convocada pelo PCO. O parlamentar justifica a medida, corretamente, por se tratar de apologia ao terrorismo, afronta à legislação nacional e um risco à ordem pública. O mesmo documento foi impetrado na Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado de São Paulo.

É dever do Estado agir de imediato. A liberdade de expressão, pilar de nossa democracia, não pode, sob hipótese alguma, ser deturpada em liberdade para celebrar o crime. Tolerância com a incitação à violência é cumplicidade. O Brasil não pode permitir que se celebre em seu território o massacre de civis, a barbárie e o sequestro, especialmente quando brasileiros foram vítimas. A hora é de ação legal e firme para impedir essa vergonhosa celebração.

Vicente Lino.

Em afronta à decência, um partido político brasileiro celebra o terror. -  Vicente Lino.