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Coluna/Opinião

 O Presidente da Câmara não defende o Parlamento que o elegeu.- Vicente Lino.

Data: Terça-feira, 21/10/2025 14:08

O Presidente da Câmara, Hugo Motta, talvez não consiga descer mais. É assustador, mas o Presidente Lula, com a deselegância que o define, afirmou na presença do Presidente da Câmara, que o Congresso Nacional nunca teve a qualidade de baixo nível como tem agora. A declaração foi feita durante evento pelo Dia dos Professores no Rio de Janeiro. O pior é que Hugo Motta, em seu discurso, elogiou lula e afirmou que ele foi o presidente brasileiro que mais fez pela educação.

Esse grotesco episódio descortina um panorama preocupante da política brasileira atual. O evento, que deveria ser um momento de convergência em torno de pautas prioritárias para o país, foi ofuscado pela reconhecida má educação de Lula, que atinge a instituição como um todo e a subserviência de Hugo Motta. A grosseria de lula mina a necessária harmonia e respeito entre os Poderes. A baixa qualidade da política não será superada pelo confronto direto entre chefes de Poderes, mas sim pela busca de diálogo e construção de consensos.

Hugo Motta não se comporta como o guardião da dignidade e das prerrogativas do Legislativo, não faz uma defesa institucional do papel e da importância da Câmara e muito menos, reconhece que o corpo legislativo é um espelho da escolha popular. Sua subserviência corrói a imagem pública das instituições e contribui para a descrença e a desconfiança da população. Ele defende a manutenção de uma base política que integra a coalização de governo, em troca de ministérios, autarquias, diretorias, além da liberação de emendas parlamentares.

Ele prefere continuar de cócoras e evitar atritos que poderiam resultar no corte desses cargos e recursos. A altivez cede lugar à conveniência e garante sua participação no bloco de poder. E confirma que a política não é guiada por princípios ou pela ordem institucional, mas sim pela defesa de privilégios no governo.

Vicente Lino.

 

 

 

 

 

 O Presidente da Câmara não defende o Parlamento que o elegeu.- Vicente Lino.