Olhando, sem lupa, não é difícil observar que, a partir de 2023, alguns países da América Latina, realizaram uma transição política da esquerda (ou centro-esquerda) para direita ou centro-direita. Vamos lá; Argentina trocou Alberto Fernández por Javier Milei; o Equador elegeu Daniel Noboa depois da guinada à esquerda do Presidente Guillermo Lasso. Na Bolívia, Rodrigo Paz sucedeu a Luís Arce, depois de o país ter sido governado pela esquerda, nos últimos 20 anos. No Uruguai, a centro-esquerda foi substituída pela centro-direita de Luís Lacalle Pou, depois de 15 anos de governos de esquerda. No Peru, José Jeri tomou posse, após o impeachment de Dina Boluarte.
Na América do Sul, que concentra as maiores potências econômicas, a esquerda tem uma ligeira maioria, com 7 contra 5 da direita. O Brasil permanece na esquerda acompanhado da Colômbia, Chile, México, Cuba, Nicarágua e Venezuela. A direita que cresce é um grito de basta vindo das ruas, um sinal claro de que os povos da região estão cansados do fracasso das promessas progressistas. A tigrada da esquerda, que chegou ao poder sob a bandeira da justiça social, deixou para trás um rastro de desorganização econômica e, tragicamente, um aumento alarmante da criminalidade. Onde se prometia bem-estar, em muitos lugares, a realidade se tornou mais dura, com o crime organizado e a violência tomando conta de comunidades inteiras.
A insegurança, a corrupção e a irresponsabilidade fiscal são misérias que devem ser deixadas para trás. No Brasil, é chegada a hora de resgatar as liberdades individuais, priorizar a lei e a ordem e buscar um futuro melhor.
Vicente Lino.