A 1ª Turma do STF, também conhecida como “A Patota do Alexandre”, inicia hoje a encenação que vai desaguar na aprovação por unanimidade – o dono da Patota não tolera dissidências – da denúncia contra Eduardo Bolsonaro que, com este movimento, devolve-lhe a Procuradoria Geral da República.
Trata-se da operação triangular de sempre: representantes da Patota plantados na ordem legislativa acionam o representante da Patota plantado no Ministério Público que, ao fim da encenação, entrega a encomenda que desde o primeiro movimento partiu, na verdade, do dono da Patota, de resto armada para assumir os serviços sujos exigidos pela ditadura do pai de todos eles, Luis Ignácio Lula da Silva.
Eduardo é “acusado” de fazer por seu pai aquilo que inúmeros petistas fizeram por Lula quando foi preso, mesmo depois de condenado pelo devido processo legal em três instâncias do Poder Judiciário do Brasil quando ele ainda existia, ou seja, denunciar junto a foros internacionais – no caso de Eduardo o governo dos Estados Unidos – o linchamento de seu pai num “processo” totalmente fora dos padrões democráticos, das leis e das normas constitucionais brasileiras, a cargo dessa mesma Patota que usurpou os poderes do Judiciário e do Ministério Público nacionais.
Como sempre, e ao contrário do que condenou Lula, o “julgamento” será feito no “plenário virtual”, qual seja, o rito sumário do tribunal de exceção mediante o qual os membros da Patota inserem seus votos no escurinho de suas tocas, eletronicamente e sem debate.
A Patota, recorde-se, opera com um integrante a menos desde a transferência por ressaca moral do ministro Luiz Fux para a 2ª Turma. A composição atual da 1ª Turma conta com o “comunista graças a deus”, Flávio Dino, o ex-advogado particular e genro do mais longevo “benfeitor” de Luís Ignácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, a ministra da “censura nunca mais menos hoje”, Carmen Lucia, e o Chief Executive Officer da ditadura lulista, Alexandre de Moraes.
Eles têm até 25 de novembro para anunciar o que desde sempre já esteve decidido.
Fernão Lara Mesquita.