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Coluna/Opinião

 Brasil se afasta da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto.- Vicente Lino.

Data: Sexta-feira, 14/11/2025 14:37

O governador Tarcísio de Freitas, com muita razão, criticou a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Nós também. Depois de Lula ter equiparado a defesa de Israel contra os ataques do Hamas, às atrocidades de Hitler, a ideologia do governo não reconhece a importância histórica e estratégica da relação com a comunidade judaica e com Israel.

A Aliança Internacional, da qual o Brasil se afasta, conta com 35 países membros, dentre eles, os Estados Unidos, Canadá, Israel além de um grupo de países da Europa. São nações que se unem para fortalecer, avançar e promover o ensino, a educação e a memória sobre o Holocausto. Não se pode esquecer o genocídio de 6 milhões de judeus pelo regime nazista na Segunda Guerra Mundial.

O Brasil de Lula se afasta das nações que cooperam para manter viva essa memória para as futuras gerações e trazem lições sobre o perigo do racismo, da intolerância e da discriminação. É lamentável que o combate ao antissemitismo não seja tema na agenda da política externa brasileira. A saída do Brasil, em meio ao conflito entre Israel e a Palestina, sinaliza o retrocesso no compromisso do país com a cultura de paz e com a luta contra todas as formas de discriminação e intolerância em nível internacional.

A política externa de Lula, deixa de lado históricos de acolhimento de famílias que fugiram do Holocausto e finge não saber que o Brasil possui a segunda maior comunidade judaica da América Latina. A saída da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, é um equívoco moral e diplomático que enfraquece o papel do país nesse debate global.

Vicente Lino.

 Brasil se afasta da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto.- Vicente Lino.