Hoje é um dia de luto. As sanções Magnitsky foram retiradas por Trump.
A lista, então, não era de violadores, era de inimigos políticos e de moedas de troca.
Não era uma diretiva de libertação do Ocidente, como sinalizava o documento publicado na Casa Branca e ele ainda cede, assim à esquerda, dentro do maior maior país da América Latina.
Neste documento um embate contra a presença da China, e toda esquerda que estará sempre mancomunada com seu próprio fio ideológico, era anunciado, assim como a liberdade de expressão tornava-se um valor vital para a resistência contra a canalha totalitária vermelha. Ainda era propagada a defesa de seu entorno hemisferial, tendo em vista a China como principal inimigo. Vejam:
"A liberdade de expressão constitui o pilar fundamental da República Americana. Nenhuma democracia pode sobreviver quando atores estatais ou privados passam a decidir o que pode ou não ser dito, pensado ou debatido. O governo dos Estados Unidos se compromete a combater qualquer forma de censura direta ou indireta, seja exercida por órgãos estatais, empresas de tecnologia, governos estrangeiros ou organizações transnacionais"
"A República Popular da China representa o desafio estratégico mais abrangente e consequencial para os Estados Unidos. A China busca reestruturar a ordem internacional de forma favorável ao autoritarismo, expandir sua influência militar, dominar tecnologias críticas e controlar cadeias globais de suprimento."
“O Hemisfério Ocidental é uma zona de interesse estratégico direto para os Estados Unidos.
A instabilidade política, o crime transnacional organizado, a imigração ilegal em massa e a crescente influência de potências extra-hemisféricas representam ameaças diretas à segurança nacional americana.”
“Os Estados Unidos não tolerarão a consolidação de esferas de influência hostis em seu próprio entorno geográfico.”
“A presença econômica, tecnológica e militar da China na América Latina constitui um desafio estratégico emergente.”
“Regimes que cooperam com redes criminosas, cartéis de drogas, tráfico humano e governos adversários serão tratados como ameaças à segurança regional.”
Errei em todas as minhas análises, nunca acreditando que a correlação de forças que eu via na corrente histórica, ainda inflamada por Trump neste documento, seria mercenariamente mercadejada por ninharias.
Não é nosso sonho que estava errado, nem os sinais que tornavam injustificada a expectativa. Era o homem atrás delas que se mostrou aquém da estatura idealizada. Ele é apenas um presidente americano, não um estadista. As comparações entre ele e Churchill são inócuas.
Talvez eu silencie por um tempo. Talvez não. Creio que tenho mais a contribuir com meu livro. Por enquanto, o choque é grande.
Felix Soibelman
