O livro, "O Eixo do Mal Latino-Americano", de Heitor de Paola foi prefaciado pelo filósofo e escritor Olavo de Carvalho. Mestre Olavo empre efendeu que o combate ao comunismo deveria ser "sem trégua" porque não via o comunismo apenas como uma ideologia econômica, mas como um processo de ocupação cultural e psicológica. Olavo foi um dos primeiros a denunciar a existência do Foro de São Paulo quando o assunto ainda era tratado como "teoria da conspiração”.
Segundo ele: "O Foro de São Paulo é a maior organização política que já existiu na história da América Latina... Ele coordena as atividades de todos os partidos de esquerda e de todas as organizações narcoterroristas do continente." O grande pensador já nos advertia sobre a tomada do poder pela esquerda e profetizava que o risco do PT não era uma revolução armada imediata, mas a destruição das defesas morais e culturais da sociedade: De acordo com Olavo: "A luta política é apenas o estágio final de um processo que começa na cultura.
Se você domina as universidades, a mídia e as artes, você já venceu a eleição dez anos antes dela acontecer." Para ele, a esquerda joga um "jogo de longo prazo” mudando o sentido das palavras e ocupando o imaginário popular até que a resistência se torne impossível. Mais uma vez, Olavo acertou quanto firmou que O PT não ocuparia o governo para administrar, mas para aparelhar o Estado e torná-lo indissociável do partido. E chegando ao poder, o PT faria uso de agendas sociais para desmantelar a estrutura familiar e a religião, deixando o indivíduo dependente do Estado.
Olavo acreditava que o Brasil corria o risco de se tornar uma "grande Venezuela" não por falta de dinheiro, mas por falta de uma elite intelectual capaz de desmascarar as estratégias de poder da esquerda. Olavo não foi ouvido e, por isso mesmo chegamos aonde chegamos. Na beira do abismo.