Dias Tóffoli voltou a decepcionar os que querem a liberdade de expressão preservada e os direitos verdadeiramente garantidos. O Presidente do STF participou de uma LIVE, junto com advogados e apoiadores petistas, o que não é nada demais. Assim é nas democracias. Aí, sua excelência mostrou a que veio e sua ideia de liberdade. Após a mais estapafúrdia comparação entre as atividades do Judiciário e da imprensa, o ministro afirmou o seguinte que “nós, enquanto Judiciário, enquanto Suprema Corte, somos editores de um país inteiro, de uma nação inteira, de um povo inteiro”. Em outras palavras, o ex-advogado do PT afirma que tudo o que for publicado na imprensa brasileira e, mesmo pelos cidadãos, na internet, deve passar pela censura do STF
É absurdo jamais visto, é desrespeito jamais ousado ás liberdades de expressão e puro autoritarismo só visto em abjetas ditaduras, infelizmente ainda existentes em alguns poucos países. Ora, o papel do editor é justamente o de operar a favor da liberdade de expressão, além corrigir eventuais erros de português e evitar afirmações que possam ser entendidas como calúnia, difamação ou injúria de quem escreveu, ao contrário do que pensa o ministro.
Incomoda muito o silêncio da grande imprensa sobre mais essa absurda fala. Não vão falar em “atos antidemocráticos”? Não vão considerar essa fala verdadeiramente fascista? Os poucos e bons editores que ainda nos restam deveriam se posicionar contra mais este absurdo, para que não sejam considerados coniventes com "sua excelência".
Então ficamos assim. Lula nomeou Toffoli para o STF e depois caiu em desgraça, enquanto nós teremos que aguentar o ministro até os seus 75 anos. Pobres de nós.
Vicente Lino.