O noticiário recente dá conta de rusgas entre, a Policia Federal e o Exército, sobre questões que levaram ao episódio, do dia 8 de janeiro, em Brasília. Parecem mesmo, apenas rusgas já que contornam o principal e se aferram ao bate-cabeça tão natural no governo atual. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou o Exército por não ter desmobilizado o acampamento montado em frente ao Quartel-General de Brasília, de onde saíram os manifestantes. Ele disse que a PF tentou remover os manifestantes do acampamento duas vezes e o Exército não permitiu. E que, na segunda tentativa já “tinha um tanque de guerra no meio da rua impedindo que a polícia entrasse para retirar aquelas pessoas”. Atravessamos tempos estranhos, que Andrei Rodrigues esticou o peito pra afirmar que já foram feitas 14 ou 15 operações e que não vai parar enquanto não desmantelar completamente tudo o que aconteceu. Em êxtase comemorou ter prendido duas mil pessoas em flagrante e pediu a assessoria para citar a façanha, no livro dos recordes, como a maior prisão da história do mundo.
O Delegado deveria saber que as manifestações são permitidas por lei, que as prisões foram ilegais e que os presos foram desrespeitados em seus direitos básicos. Que as imagens mostram seu superior, Flavio Dino, inerte e observando a tal invasão da janela de seu gabinete e o General Gonçalves Dias, passeando pelo palácio com o mesmo grupo que, agora o Delegado se orgulha de ter prendido. O mesmo Gonçalves Dias, investigado por falsificar documentos, e que se recusa prestar depoimento á CPMI, do Senado. Para o Brasil decente, o Congresso não deveria parar enquanto não desmantelasse completamente tudo o que aconteceu. Então, o livro dos recordes, do Delegado, registraria a maior farsa e a mais deplorável injustiça da história do mundo.
Vicente Lino.