As declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobre o projeto para integrar as regiões Sul e Sudeste, não são diferentes do tal Consorcio Nordeste, criado em 2019, cujo objetivo era proteger a região de possíveis boicotes do governo. Flavio Dino, Rui Costa e Camilo Santana lideraram o movimento para ampliar a cooperação entre os estados do Nordeste, tendo recebido elogios de políticos de seu espectro político. Ninguém os qualificou de xenófobos, separatistas nem racistas, como ocorre agora com o governador mineiro. Segundo Zema, a região representa 56% dos brasileiros e deveria juntar forças, principalmente na reforma tributária que se avizinha, ao invés de lutar cada um por si. A porcaria da imprensa que nos assalta nos últimos anos colaborou muito com a encrenca que se criou; a publicação do Estadão dá entender que Zema quer um bloco para prejudicar o Nordeste, quando o que se pretende é defender os interesses do Sul e Sudeste, sem entretanto criar antagonismo com a região Nordeste.
A partir daí, a fofoca, pela imprensa do 5º mundo correu feito um rastilho de pólvora, a ponto de o Ministro Flavio Dino, sempre ele, afirmar que a extrema direita está fomentando divisões regionais, e que Romeu Zema quer a direita unida contra a esquerda. Disse também que está na Constituição, capítulo 19, que é proibido criar distinções entre brasileiros ou preferencias entre si. A Incoerência e a má-fé do Ministro, o fazem esquecer de que, em 2019, ele e seus colegas criaram o Consorcio Nordeste, com os mesmos objetivos que agora se procura criar o Consorcio Sul-Sudeste. Por enquanto, ainda aguardamos explicações sobre a compra de 300 respiradores, sem licitação pelo Consorcio Nordeste, por 48 milhões de reais e que nunca foram entregues. Mas aí já é outra história.
Vicente Lino.