O STF acaba de formar maioria para a volta do famigerado Imposto Sindical obrigatório. A história é assim: Em 2017, no governo Temer, o então Deputado Federal, Paulo Eduardo Martins, incluiu na Reforma Trabalhista, uma proposta que determinou o fim da contribuição obrigatória, tornando-a facultativa. Na ocasião, o STF considerou a proposta constitucional. Sem a obrigatoriedade de pagamento, a arrecadação despencou 97%. Os parasitas que orbitam em torno dos sindicatos viram os milhões desaparecerem, na medida em que os trabalhadores não se sentiam representados e pagavam o imposto, na marra, descontado na folha de pagamento. Agora, depois de o Congresso afirmar que não votaria o projeto do governo Lula, o STF, mais uma vez, atropelou o Congresso e acaba de formar maioria para a volta da cobrança, inclusive para os não sindicalizados. Votaram pelo absurdo, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O ex-deputado federal, Paulo Eduardo Martins acertou na mosca.
Segundo ele, a decisão do STF nada tem a ver com direito. É sobre o ‘espírito do tempo’. Uma decisão política que dá ao atual eixo de poder aquilo que ele queria: dinheiro para financiar a ação política e retomar as ruas, perdidas para o povo real, artificialmente. Com a cobrança obrigatória, são estimados, pelo menos 3 bilhões para os parasitas de sempre, desta vez com autorização do Supremo. Como se vê, O sindicalismo voltou com força total, às vésperas das eleições municipais do ano que vem e com os sindicatos todos aparelhados politicamente. Sinal de retrocesso e nada de novo. Nada que o trabalhador já não tenha sentido. Antes de se tornar vice-presidente, Geraldo Alckmin, havia afirmado que eles queriam voltar à cena do crime. Acabam de voltar.
Vicente Lino.