As deputadas, Carla Zambeli e Cristiane Lopes tiveram um encontro com o embaixador Brasileiro, em Israel, Frederico Meyer e o que relatam é preocupante. Foram pedir alguma retratação, sobre as desastrosas declarações que ele tem dado acerca das ações terroristas do grupo Hamas, na faixa de Gaza. Em uma de suas falas, o embaixador afirmou que os reféns são como moeda de troca, parecendo concordar que se eles fossem libertados, os terroristas não teriam o que negociar. Não se sabe o que negociar, com terroristas que invadem uma festa e saem matando inocentes. Para depois torturar prisioneiros, estuprar jovens e degolar bebês, além de exibir os vídeos e estarrecer o mundo. Frederico Meyer chegou a afirmar que, de fato, o grupo Hamas é mesmo um grupo terrorista, mas não poderia falar isto em público. É comportamento que confirma a tibiez e ambiguidade da posição brasileira. Afinal, o governo igualou o Hamas que atacou primeiro, a Israel que luta para se defender. O mesmo que fez quando igualou a invasão da Rússia, à Ucrânia, que luta para se defender.
Talvez o embaixador brasileiro, em Israel, não saiba que mais de 120 mil judeus vivem em paz no Brasil. Para, além disto, nos últimos anos o fluxo de comércio com Israel, saltou de 1,4 bilhões para 4 bilhões de dólares, e o que era somente produtos primários, agora incorpora produtos de alto valor agregado. Exemplo é a parceria com o Instituto Haifa, para o lançamento de satélites espaciais. Há alguns anos, tínhamos apenas 4 pesquisadores brasileiros naquele país. Agora, os alunos, professores e pesquisadores, em Israel. somam 318 brasileiros aprendendo por lá. A Embrapa mantém 2.400 pesquisadores em Israel, numa parceria de enormes benefícios para os dois países. Há o risco de tudo isto se perder, por conta desta inaceitável parcialidade sobre os fatos. Além da ideologia rasteira aliada à ignorância.
Vicente Lino.