Autoridades do governo continuam afirmando que, no dia 8 de janeiro de 2023 houve uma tentativa de golpe de estado no Brasil. Tanto que vão celebrar a data, no próximo dia 8, como se tivessem debelado enorme ameaça ás instituições. Como se sabe, não foi encontrado nem um mísero canivete por lá, e ninguém se feriu. Sabe-se, também, que entre os brasileiros considerados golpistas pelo governo, estavam senhoras com bíblia nas mãos, idosos, crianças e até um vendedor de algodão doce. Imagens de vídeos mostraram os tais golpistas recebidos e ciceroneados por um General, ministro do governo, e acompanhados por seguranças do palácio. O ministro da justiça, Flavio Dino, assistiu tudo de seu gabinete. Depois, fez desaparecer as imagens das câmeras, que poderiam mostrar o que, de fato ocorreu. Agora, um teatro será encenado com a presença dos apoiadores do governo e da policia do Flavio Dino.
Devem falar de atentado a democracia e defesa do estado de direito. Falsidades usadas para prender inocentes sem provas, sem direito a advogado e sem processo legal. Talvez se esqueçam de que Cleriston Araújo morreu na prisão, mesmo após o Ministério Público se manifestar pela sua soltura por motivo de saúde. O secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, afirmou que a Policia identificou movimentação nas redes sociais, de grupos contrários à encenação. Segundo ele, “mesmo após toda a gravidade do que ocorreu e da consequência, com a prisão de pessoas”. A gravidade do que ocorreu, está na cabeça do Tadeu Alencar e seus seguidores. Segundo o ministro interino, Ricardo Cappelli, será “ato histórico” e uma “celebração democrática”. Talvez celebrem prisões sem processo e até a morte de inocente preso.
Vicente Lino.