Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!

Coluna/Opinião

Como o Congresso não reage as saidinhas de Natal continuam fazendo vítimas - Vicente Lino.

Data: Segunda-feira, 15/01/2024 18:35

A sociedade sempre cobrou ações do Congresso contra as chamadas saidinhas de presos no Natal, mas o Congresso nunca ouviu. É preciso muita paciência para que suas excelências cumpram minimamente os seus deveres. Essa inércia pode ter contribuído com a morte do sargento da Polícia Militar de Minas Gerais, Roger Dias da Cunha, de 29 anos. O policial, que deixa esposa e um recém-nascido, foi baleado na cabeça, por um criminoso que deixou a prisão no mês passado, beneficiado pela saidinha de Natal.  Embora os assassinos sejam os culpados, o sangue respinga também, nas mãos dos políticos por falta de ação. Mais que passou da hora de o Poder Legislativo promover as mudanças necessárias na Lei Penal e na Lei de Execução Penal, para acabar com as saidinhas. Famílias perdem seus entes queridos enquanto criminosos se aproveitam o beneficio para cometer crimes ainda mais graves.

Com coragem e lucidez, o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou: “Chegamos ao limite. A saída temporária já apresentou diversas provas de que é maléfica para a sociedade, mas dessa vez um policial militar morreu nas mãos de um criminoso que deveria estar atrás das grades, mas estava solto por conta desse benefício que alguns ainda defendem” Será muito difícil a tarefa do Secretário Derrite e seus pares. A vergonhosa nota da Associação dos Magistrados Mineiros, embora lamente a tragédia, defende o chamado “Indulto de Natal” para criminosos e culpa as “desigualdades sociais” pelo assassinato do policial. Suas excelências entendem que, os criminosos que não retornam aos presídios, estão de arma na mão, combatendo as desigualdades sociais.

Vicente Lino

Como o Congresso não reage as saidinhas de Natal continuam fazendo vítimas - Vicente Lino.