O impacto da crise generalizada causada pela pandemia do novo coronavírus também é sentido pelo setor frigorífico. As vendas da carne bovina registraram queda, principalmente nos chamados "cortes nobres".
“O mercado interno de carne teve uma retração em torno de 30% nos volumes de compra do consumidor, então isso refletiu no preço da mercadoria, a arroba se desvalorizou por esses dias, em torno de 10% no preço referência do mês anterior, e isso consequentemente teve reflexo no volume de abate também das empresas.”, relatou o proprietário do frigorífico Juína, senhor Roberto Veronese.
Roberto Veronese comentou que antes da crise que a pandemia está causando, eles abatiam bovinos todos os dias, agora o abate acontece dia sim e dia não. Um dos motivos para diminuição do consumo foi o fechamento de restaurantes e lanchonetes.
Roberto contou que além do regramento sanitário que o setor já segue, mais medidas foram adicionadas para evitar a disseminação do coronavírus.
“Os caminhões boiadeiro que chegam no pátio do frigorífico o motorista não precisa descer no caminhão mais pra poder fazer a entrega dos animais, pra não ter contato com o colaborador, então ele fica dentro do caminhão e o colaborador recebe o documento sanitário, o documento fiscal, e faz a descarga dos animais.”, disse.
No período de 30 de março até meado de abril, houve desvalorização do preço da arroba do boi ao produtor em 3,5%.
Roberto Veronese relatou que este ano não tem expectativa para um aumento no volume do abate, mas ele acredita que quando a pandemia passar vai ser o setor do agronegócio que vai ajudar a economia a sair da crise.
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