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NOTÍCIA

APÓS TARIFAÇO GOVERNO BRASILEIRO MOBILIZA SETORES PARA CONSTRUIR RESPOSTA AOS EUA

Data: Terça-feira, 15/07/2025 16:23
Por: Metrô FM Juína

O governo federal criou um Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, coordenado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, para elaborar estratégias de resposta à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, com vigor a partir de 1º de agosto de 2025.

Nesta terça-feira (15), o grupo se reúne em Brasília com representantes do setor industrial e do agronegócio:

Na parte da manhã, participaram empresas de aviação, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados e autopeças, entre outros.

À tarde, são tratados os impactos nas exportações de suco de laranja, carnes, frutas, mel, couro e pescado.

Alckmin destacou que o governo não solicitou formalmente redução ou postergação da tarifa, mas reforçou que está ouvindo os setores diretamente afetados para articular resposta conjunta com interlocução privada e diplomática .

O objetivo é reverter a decisão americana — considerada "inadequada" — e minimizar seus efeitos sobre produtos brasileiros como carnes, suco de laranja, café, soja e milho. Tais exportações para os EUA somam mais de US$ 40 bilhões por ano.

O comitê abrange os ministérios do MDIC, Casa Civil, Fazenda, Relações Exteriores, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca, além de contar com a adesão de empresas brasileiras e americanas, com apoio da Câmara de Comércio Brasil‑EUA (Amcham).

Representantes do setor industrial, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), alertam para um cenário de perda de competitividade e risco sistêmico: “isso é um verdadeiro perde‑perde”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

O comitê também avalia caminhos alternativos, como diversificação de mercados e aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica — publicada recentemente para permitir contramedidas comerciais — caso as negociações com os EUA não avancem antes da data de implantação das tarifas.

Essa mobilização visa preservar o superávit comercial do Brasil e evitar retração em setores estratégicos do agronegócio e da indústria. O próximo passo será acompanhar as respostas dos EUA e definir contramedidas caso necessárias.