A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Adsumus, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa que utilizava bingos e jogos de azar para ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas. Ao todo, foram cumpridas 17 ordens judiciais em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
Durante a ação, os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva, além de determinações para bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e suspensão das atividades de um estabelecimento comercial apontado como peça central do esquema criminoso.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, revelaram que o local funcionava como sede permanente para a realização de bingos ilegais controlados pela organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, os eventos eram utilizados para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido por meio do tráfico de drogas e de outras práticas criminosas. Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Com base nas provas reunidas, a Justiça determinou a lacração do imóvel, a suspensão das atividades econômicas da empresa e a apreensão de máquinas de bingo, equipamentos utilizados nos jogos de azar e outros materiais relacionados ao esquema.
Segundo a Polícia Civil, os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, falsidade ideológica, extorsão, posse irregular de arma de fogo e facilitação da entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais.
A investigação teve início após a apuração de um roubo seguido de incêndio criminoso em uma padaria de Rondonópolis, ocorrido em fevereiro de 2025. Posteriormente, dois suspeitos foram presos pela Polícia Rodoviária Federal utilizando documentos falsos. A análise dos celulares apreendidos com a dupla permitiu aos investigadores descobrir a estrutura financeira utilizada pela facção para movimentar e ocultar os recursos provenientes das atividades criminosas.
A Operação Adsumus contou com o apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento da estrutura financeira da organização criminosa.
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