A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) ingressou com ações civis públicas para exigir a implantação imediata de Centros de Atenção Psicossocial (Caps I) nos municípios de Aripuanã, Brasnorte e Araputanga. As ações foram propostas pelo Grupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos para a Saúde Mental (Gaedic Saúde Mental), que aponta a ausência do serviço como um comprometimento ao acesso da população ao atendimento especializado em saúde mental.
De acordo com a Defensoria, o Caps I é uma unidade de saúde mental de portas abertas, destinada ao atendimento de pessoas de todas as idades que apresentam sofrimento psíquico grave e persistente, incluindo casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas. O serviço oferece acolhimento diário, sem necessidade de agendamento, além de acompanhamento médico, psicológico, de enfermagem, assistência social e suporte terapêutico por uma equipe multiprofissional.
Antes de recorrer à Justiça, o Gaedic Saúde Mental buscou solucionar a questão de forma administrativa. Em maio deste ano, foram encaminhados ofícios às prefeituras solicitando informações sobre a implantação do serviço. A Prefeitura de Aripuanã respondeu que não possui interesse nem planejamento para criar um Caps I, alegando que a demanda local é atendida pela atenção básica. Já os municípios de Brasnorte e Araputanga também informaram que não possuem previsão administrativa ou orçamentária para implantar a unidade.
No caso de Aripuanã, a Defensoria também consultou a Câmara Municipal para verificar a existência de projetos voltados à política pública de saúde mental. Em resposta, o Legislativo informou que não há propostas relacionadas à implantação do Caps I no município.
Nas ações judiciais, a DPEMT sustenta que a falta dos Centros de Atenção Psicossocial compromete o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), dificulta o acesso da população ao tratamento especializado e sobrecarrega outros serviços de saúde. Segundo a petição, a implantação dessas unidades é essencial para fortalecer a assistência em saúde mental, evitar internações desnecessárias e impedir o retorno ao modelo manicomial.
Além da obrigação de instalar os Caps I, a Defensoria pede que cada um dos três municípios seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos, em razão da alegada omissão na implementação da política pública de saúde mental. O valor, segundo o órgão, busca reparar os prejuízos causados à coletividade pela ausência do serviço especializado.
O Gaedic Saúde Mental foi criado pela Defensoria Pública em 2025 e, desde então, realiza o monitoramento da Rede de Atenção Psicossocial em Mato Grosso, em articulação com a Secretaria de Estado de Saúde. O grupo atua no diagnóstico da estrutura da rede e acompanha a implantação dos serviços estratégicos previstos na Política Nacional de Saúde Mental, com foco na ampliação do acesso da população aos Centros de Atenção Psicossocial.
GOVERNO TRUMP PLANEJA ENVIAR REPRESENTANTES PARA ACOMPANHAR ELEIÇÕES NO BRASIL, DIZ JORNAL AMERICANO
INCÊNDIOS FLORESTAIS NA FRANÇA E ESPANHA FORÇAM EVACUAÇÃO DE MAIS DE 270 MIL PESSOAS
INCÊNDIOS FLORESTAIS OBRIGAM MAIS DE 300 MIL PESSOAS A DEIXAREM SUAS CASAS NA EUROPA
EUA E IRÃ MANTÊM PAUSA NOS ATAQUES PELO TERCEIRO DIA, MAS TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO CONTINUA
CASAL SUSPEITO DE APLICAR GOLPES COM FALSOS CONSÓRCIOS É ALVO DE OPERAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL EM CUIABÁ