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NOTÍCIA

CONFIRMAÇÃO DE CASOS DE FEBRE DO NILO OCIDENTAL ACENDE ALERTA NO BRASIL; VEJA SINTOMAS, RISCOS E A SITUAÇÃO NO RS

Data: Quarta-feira, 26/08/2026 14:58
Por: Metro fm Juina

A confirmação de quatro casos de Febre do Nilo Ocidental no Brasil em 2026, incluindo uma morte, colocou as autoridades de saúde em alerta e reforçou a importância das medidas de prevenção contra mosquitos transmissores da doença. Os casos confirmados estão em São Paulo e Santa Catarina. Há ainda um caso considerado provável no Piauí.

A situação ganhou atenção após São Paulo confirmar os dois primeiros casos humanos da doença no estado. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, morreu após apresentar manifestações neurológicas. Um homem de 56 anos, de Caçador, também foi diagnosticado, mas se recuperou.

O QUE É A FEBRE DO NILO OCIDENTAL?

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos.

O ciclo da doença envolve principalmente aves e mosquitos. O mosquito se infecta ao picar uma ave contaminada e posteriormente pode transmitir o vírus para seres humanos e outros animais.

Pessoas e cavalos são considerados hospedeiros acidentais e, em condições normais, não participam da manutenção do ciclo de transmissão.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% dos infectados podem desenvolver uma doença febril, com manifestações como:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • mal-estar e cansaço;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas na pele.

Em uma parcela muito pequena dos casos, a infecção pode atingir o sistema nervoso e provocar quadros graves, como encefalite e meningite. Podem ocorrer confusão mental, tremores, fraqueza, convulsões e até coma.

Pessoas mais velhas e indivíduos com imunidade comprometida apresentam maior risco de desenvolver formas graves.

COMO EVITAR A DOENÇA?

Como não existe vacina disponível para seres humanos nem tratamento antiviral específico, a principal forma de prevenção é evitar a picada dos mosquitos.

Entre as recomendações estão:

  • utilizar repelente;
  • usar roupas que cubram braços e pernas;
  • instalar telas em portas e janelas;
  • evitar exposição prolongada em locais com grande quantidade de mosquitos;
  • eliminar recipientes que possam acumular água;
  • manter os ambientes limpos e reduzir possíveis criadouros.

Em áreas rurais ou próximas a ambientes com circulação de aves e mosquitos, os cuidados devem ser redobrados.

E O RIO GRANDE DO SUL?

Apesar do alerta nacional, não há, neste momento, casos suspeitos ou confirmados de Febre do Nilo Ocidental no Rio Grande do Sul, segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde. O estado mantém a vigilância diante da confirmação de casos em outras regiões do país.

A ausência de casos registrados no estado, entretanto, não elimina a necessidade de atenção, principalmente porque o vírus já apresentou circulação no território brasileiro.

DOENÇA JÁ CIRCULA NO BRASIL

Apesar da recente repercussão, a Febre do Nilo Ocidental não é uma doença nova no Brasil. O primeiro caso humano foi identificado no país em 2014, no Piauí, e evidências de circulação do vírus já foram encontradas em diferentes regiões.

Os novos registros de 2026 chamam atenção principalmente pela confirmação simultânea em São Paulo e Santa Catarina e pela ocorrência de um óbito associado à doença.

NÃO HÁ MOTIVO PARA PÂNICO, MAS PREVENÇÃO É FUNDAMENTAL

A confirmação dos casos reforça a necessidade de vigilância epidemiológica e controle dos mosquitos, mas não significa que exista uma transmissão generalizada entre pessoas.

A orientação é que a população mantenha os cuidados para evitar picadas e procure atendimento médico diante de sintomas compatíveis, principalmente quando houver febre acompanhada de sinais neurológicos.

As autoridades continuam investigando os locais prováveis de infecção e monitorando a circulação do vírus para identificar rapidamente possíveis novas ocorrências no país.