O Brasil enfrenta um novo desafio no mercado internacional de carnes após a União Europeia proibir a entrada de produtos de origem animal provenientes de animais tratados com determinados antimicrobianos.
Para o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, o principal problema do Brasil não estaria necessariamente no uso dessas substâncias, mas na dificuldade de comprovar aos compradores internacionais que os produtos brasileiros estão dentro das exigências sanitárias.
Em entrevista à coluna, Turra resumiu a questão: “A falha do Brasil não foi usar ou não, foi comprovar que não usa”. A declaração ocorre após o lançamento de seu novo livro.
A mudança nas regras europeias aumenta a pressão sobre a cadeia produtiva brasileira, que precisa aprimorar mecanismos de rastreabilidade e certificação para garantir aos importadores que a carne comercializada atende aos padrões exigidos.
A preocupação é especialmente relevante para o agronegócio brasileiro, já que a União Europeia é um importante mercado para as exportações de proteína animal do país. A comprovação documental e sanitária passa a ter peso ainda maior para evitar restrições comerciais.
Para Turra, o episódio mostra que o Brasil precisa investir não apenas na qualidade da produção, mas também na capacidade de demonstrar, por meio de controles e certificações, o cumprimento das exigências internacionais.
A discussão acontece em um momento de crescente rigor nas regras sanitárias e ambientais adotadas pelos principais mercados consumidores de produtos brasileiros.
Redação Metrô FM Juína.
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